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O ensino remoto veio para ficar? Saiba o que os gestores do CJ Rubem Berta falam sobre o assunto

No Rio Grande do Sul, os jovens do Centro da Juventude Rubem Berta, coordenado pelo Instituto Promover (Iphac), produzem diversos vídeos para praticarem o que aprendem sobre comunicação Audiovisual com o curso de Mídias Digitais.

Recentemente os jovens produziram um novo vídeo onde buscaram opiniões sobre o ensino remoto durante a pandemia, como serão as aulas daqui para frente e como se organizar para conciliar todas as responsabilidades do dia a dia. Os alunos são responsáveis por organizar a produção dos vídeos desde a arte, fotografia, elenco, locação, direção de câmera, edição e divulgação do produto final.

A coordenadora do Eixo Sócio Profissional do CJ Rubem Berta, Ana Cláudia, foi uma das escolhidas para falar sobre o tema. Ana acredita que o ensino remoto, praticado hoje como consequência da pandemia, veio para ficar.

“Nós estávamos cada vez mais tendo um ensino de maneira híbrida através da internet, eu acho que a pandemia veio só para adiantar um processo que ia acabar acontecendo de qualquer maneira”, ressalta Ana Cláudia.

Já o assistente pedagógico do CJRB, Emanuel Ricardo, classifica que o ensino remoto pode acabar prejudicando o aprendizado, ainda mais nas etapas fundamentais da formação acadêmica. Segundo ele, na escola, os alunos aprendem entre si, e o ensino à distância furta essa interação.

Fábio Ribeiro, coordenador geral do Centro, explica que é necessário organização para lidar com essa rotina de home office e estudos online. Ele ressalta que o tempo deve ser bem trabalhado já que é o maior valor que as pessoas têm e que a educação não deve ser negligenciada já que é a única garantia para um futuro bem sucedido.

O Iphac, grande defensor da educação como base para o desenvolvimento e crescimento, acredita que o ensino é um fator intrínseco à retomada da economia e por isso faz o seu papel de incentivar os jovens a estudarem. Outra bandeira que o Iphac levanta é a de que jovens contratados nas empresas, são essenciais para reduzir a evasão escolar.

Uma pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) com 68 mil jovens, entre 18 e 29 anos, mostrou que 43% pensou em parar de estudar durante a pandemia. Entre os problemas listados estão a dificuldade do acesso ao ensino remoto, questões financeiras, além de ter que lidar com barulhos e distrações em casa, entre outros.

Caso o ensino a distância tenha realmente chegado para ficar, toda a sociedade irá precisar de ajustes. A educação pública deverá investir em soluções digitais, os professores deverão adaptar os conteúdos, os alunos vão ter que organizar melhor o tempo e as responsabilidades, além da família que vai precisar contribuir com o aluno para que ele se dedique e não abandone a escola.

O vídeo PROFISSIONALIZAÇÃO EDUCAÇÃO, com as entrevistas completas, pode ser acessado no canal da TV Iphac, no YouTube, onde os jovens do CJ Rubem Berta montaram uma playlist completa com vídeos sobre os mais diversos temas: bullying, racismo, profissionalização, estudos, homofobia, depressão, ansiedade, empreendedorismo e abuso psicológico.

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