O polo do Instituto Promover (IPHAC) em Contagem (MG) realizou, nos dias 7 e 8 de julho, uma série de atividades socioeducativas com adolescentes da Rede Cidadã. A iniciativa foi conduzida pela equipe do Programa Mais Direitos Humanos, por meio da Casa dos Direitos Humanos, do Núcleo de Referência LGBT+ e da Estação Juventude.
Ao todo, 142 adolescentes, com idades entre 15 e 19 anos, participaram da programação, que utilizou metodologias participativas para incentivar o diálogo sobre respeito às diferenças, enfrentamento às discriminações e convivência democrática.
A equipe foi composta por Aline, Eduarda e Nitiele, representando a Casa dos Direitos Humanos, além de Tarantino, da Estação Juventude. Durante os encontros, os participantes assistiram a curtas-metragens de animação, participaram de rodas de conversa e da dinâmica “Linha de Decisão”, na qual refletiram sobre situações relacionadas ao preconceito, à discriminação e aos direitos humanos.
Um dos momentos de maior destaque foi a apresentação sobre a cultura Ballroom, acompanhada de uma performance de Vogue. A atividade aproximou os adolescentes de importantes manifestações culturais da população LGBTQIAPN+, ampliando o conhecimento sobre a história de resistência, identidade e afirmação dessa comunidade.
Ao longo das rodas de conversa, muitos jovens compartilharam experiências pessoais envolvendo preconceito, bullying e convivência com as diferenças. O ambiente de escuta favoreceu a troca de vivências, o respeito às diferentes opiniões e o fortalecimento da empatia entre os participantes.
No segundo dia da programação, debates sobre a permanência do preconceito na sociedade despertaram reflexões importantes. Alguns adolescentes demonstraram descrença quanto à possibilidade de transformação social, o que serviu como ponto de partida para discutir responsabilidade coletiva, participação cidadã e o papel das juventudes na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Outro aspecto observado pela equipe foi a participação expressiva das adolescentes durante as atividades. As jovens contribuíram com questionamentos, relatos e exemplos que enriqueceram o debate, demonstrando a importância de espaços seguros para a expressão e o diálogo.
De acordo com a equipe organizadora, a utilização de metodologias participativas contribuiu para estimular o pensamento crítico, ampliar a compreensão sobre diversidade e fortalecer valores como respeito, inclusão e promoção dos direitos humanos.
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