Iphac celebra o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha com ações no CJ Rubem Berta

Nesta semana o Centro da Juventude Rubem Berta celebra o Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha. A data, comemorada no dia 25 de julho, surgiu em 1992 no 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, na República Dominicana, com o objetivo de dar visibilidade à luta das mulheres negras contra a opressão de gênero, a exploração e o racismo.

No CJ Rubem Berta, 75% dos jovens atendidos são do gênero feminino, sendo que dessas 59,1% se autodeclaram pretas e pardas. Pensando nisso, o CJRB construiu uma agenda de atividades com o objetivo de possibilitar um espaço de reflexão e resgate histórico, enfatizando as ancestralidades e valorizando a importância do lugar social das mulheres negras na sociedade.

No Brasil, a grande homenageada com a data é Tereza de Benguela. Ela liderou o Quilombo de Quariterê após a morte de seu companheiro, José Piolho, morto por soldados, na década de XVIII no Vale do Guaporé, no Mato Grosso. Segundo documentos da época, o quilombo abrigava mais de 100 pessoas, com aproximadamente 79 negros e 30 índios. O quilombo resistiu da década de 1730 ao final do século.

Através da Rainha Tereza, foi instituído no Brasil em 02 de junho de 2014, por meio da Lei nº 12.987, o dia 25 de julho como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data vem se consolidando no calendário de luta do movimento negro e tem resgatado a luta e a resistência das mulheres negras, cumprindo o papel de denunciar as consequências da dupla opressão que sofrem com o racismo e o machismo.

O Instituto Promover (Iphac) que coordena o CJ Rubem Berta é grande apoiador da causa, pois acredita que as oportunidades devem ser oferecidas para todos e que não deve haver discriminação, nem de cor, gênero, orientação sexual e ou condições financeiras. Os jovens atendidos pelo Iphac buscam oportunidades de inclusão laboral para um futuro digno, com direitos iguais para todos.

Acesse as redes sociais do CJRB e do Iphac e saiba tudo que acontece durante a Semana de Tereza de Benguela para saber mais sobre mulheres que são símbolos da cultura brasileira. Seja contra a discriminação e machismo e qualquer forma de opressão.

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