Educar para o empreendedorismo é criar no presente algo que terá um impacto grandioso no futuro. O que vemos hoje são as gerações mais jovens em busca de projetos inovadores que lhes garantam qualidade de vida, com realização profissional e sustentabilidade. E o Brasil é reconhecido mundialmente, apesar de tentativas de rupturas no sistema de aprendizagem, como um exemplo de educação empreendedora e cidadã.

Um exemplo é a nossa participação, como representante do Instituto Promover – Iphac, no II Congresso Internacional de Educação Empreendedora e Cidadania, que será realizado de 7 a 9 de julho em Portugal. A conferência “Empreendedorismo e Inovação: conceitos e ferramentas”, que traz o painel “Ser empreendedor social – Valores e projetos”, vai tratar do empreendedorismo no ensino, no feminino, na globalização, na inovação, no social e até mesmo no marketing, com processos que podemos incorporar na formação da juventude.

Dentre os temas a serem debatidos, um deles é muito caro a nós que fazemos parte da luta pela aprendizagem assistida, que é o empreendedorismo social. Esse movimento tem se tornado uma realidade no mundo e dado oportunidades para que jovens possam ser integrados ao mercado e também beneficiar outras pessoas ao redor, como nos programas que existem há mais de 25 anos, iniciando milhões de jovens com a Lei da Aprendizagem, que é um exemplo reconhecido no mundo e referendado pelo Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A política de juventude pela aprendizagem profissional tem sido uma alavanca para muitos jovens no Brasil, que estão recebendo conhecimento para encararem o mundo do trabalho como protagonistas, dentro de empresas, na criação de seus próprios negócios, com uma proposta de independência financeira, de uma trilha que ele possa estabelecer uma vivência social se firmar como um cidadão de plenos direitos.

O cidadão não nasce empreendedor, mas nasce com a vontade de transformar. E isso pode ser trabalhado. Para isso, estamos trabalhando na possibilidade de que a educação empreendedora possa chegar, sobretudo, ao ensino médio, que traz no itinerário 5 do novo programa, a possibilidade de trabalhar questões de profissionalização, que podem ser desenvolvidas a partir de programas já existentes, como o Programa de Aprendizagem, baseado na Lei 10.097.

A educação empreendedora pode ser aplicada dentro da empresa, mas também em parceria com a educação pública e organizações formadoras. Assim, procuramos contribuir com as atuais tendências, trazendo ideias e inovações relacionadas à educação e empreendedorismo e estamos sempre participando de fóruns internacionais.

E em consonância com nossas ações e pensamentos, o escritor e criador de programas de ensino de empreendedorismo para universidades e escolas, Fernando Dolabela, defende que a capacidade de empreender identifica e resolve problemas, na medida em que muitas pessoas os enfrentam. “Por natureza, empreender é criar o futuro, porque nós evoluímos quando se cria o futuro e quando se introduz qualquer novidade”.

Valdinei Valério

Presidente do Instituto Promover – Iphac

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