Entrar no mercado de trabalho representa um momento importante na trajetória de qualquer jovem. Para quem está conquistando a primeira oportunidade profissional, essa experiência também pode significar o início da construção de novos sonhos, responsabilidades e projetos para o futuro.
É nesse contexto que o programa Jovem Aprendiz se torna uma importante porta de entrada para o mundo do trabalho. A iniciativa permite que adolescentes e jovens tenham contato com a rotina profissional enquanto participam de atividades de formação, unindo teoria e prática.
No Instituto Promover (IPHAC), essa trajetória é acompanhada de perto por profissionais que atuam na formação dos aprendizes e na preparação para os desafios do mercado.
Primeiros passos no mundo do trabalho
Para Ana Laura Cardozo Felipe Silva, jovem aprendiz do IPHAC, a experiência tem sido marcada por descobertas e aprendizados. Como se trata de seu primeiro emprego, cada atividade contribui para ampliar sua visão sobre o ambiente profissional.
“Minha experiência está sendo boa. Estou aprendendo muito aqui dentro, aprendendo cada vez mais. Pelo fato de ser meu primeiro emprego, está sendo uma experiência única”, conta.
Para ela, ser jovem aprendiz também significa compreender que o processo de desenvolvimento profissional envolve acertos e erros.
“É aprender todos os dias uma coisa nova, errar e saber que faz parte. E aprender com nossos erros para, mais para frente, ser um profissional brilhante”, afirma Ana Laura.
A experiência também começa a ajudar a jovem a identificar possíveis caminhos para o futuro. Embora ainda não tenha definido uma profissão, ela conta que tem gostado especialmente das atividades relacionadas à área administrativa.
“Eu ainda não tenho em mente, mas estou gostando do administrativo”, explica.
Oportunidade para descobrir novos caminhos
A possibilidade de experimentar diferentes atividades é um dos aspectos importantes da aprendizagem profissional. Ao vivenciar a rotina de uma instituição, o jovem pode conhecer diferentes áreas, desenvolver competências e identificar interesses que podem contribuir para suas escolhas futuras.
No caso de Ana Laura, o IPHAC tem sido um espaço para colocar habilidades em prática, enfrentar novos desafios e receber orientações sobre seu desenvolvimento.
“O IPHAC está me ajudando oferecendo oportunidades de aprendizado, novos desafios e espaço para eu colocar minhas habilidades em prática. Também acho importante receber orientações para entender onde posso melhorar e crescer cada vez mais”, destaca.
A experiência reforça justamente uma das principais características da aprendizagem profissional: oferecer ao jovem uma oportunidade de desenvolvimento que vai além da execução de tarefas. O objetivo é contribuir para a formação de profissionais mais preparados, responsáveis e conscientes sobre seus direitos e deveres.
Aprendizagem une teoria e prática
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Aprendizagem Profissional é uma política pública voltada à inclusão de adolescentes e jovens no mercado de trabalho. A modalidade combina formação teórica e experiência prática e está vinculada a um contrato de trabalho especial.
A legislação estabelece que a aprendizagem profissional é destinada a jovens de 14 anos completos a 24 anos incompletos. Para pessoas com deficiência, não há limite máximo de idade. O contrato garante direitos trabalhistas e previdenciários e pode ter duração de até dois anos.
Na prática, o jovem passa a conhecer a dinâmica de um ambiente profissional enquanto participa da formação oferecida pela entidade qualificadora. Assim, competências como organização, comunicação, responsabilidade, trabalho em equipe e capacidade de adaptação podem ser desenvolvidas ao longo da experiência.
Formação também prepara para os desafios do mercado
O instrutor de aprendizagem e assistente pedagógico do IPHAC, Rômulo Vinicius, destaca que a experiência acumulada durante o programa contribui para a construção da maturidade profissional dos jovens.
“Quando o jovem passa meses ou anos em um programa de aprendizagem, consegue entender melhor como funciona o mundo do trabalho, aprende a se portar em uma entrevista de emprego e passa a conhecer seus deveres e direitos. Isso é muito importante”, explica.
Para o profissional, a combinação entre a vivência prática e os conteúdos trabalhados durante a formação permite que o jovem compreenda de maneira mais clara a dinâmica de uma organização.
“Quando o jovem, além de viver a prática, tem acesso à teoria, vai entendendo de maneira mais clara como funciona um espaço de trabalho, seus setores e seus responsáveis. É incrível perceber a diferença de postura dos jovens a cada mês que passa, à medida que eles se apropriam dos conteúdos trabalhados, das nossas rodas de conversa e das trocas de experiência”, afirma Rômulo.
Aprendizagem amplia oportunidades para a juventude
Além de representar uma oportunidade de primeiro emprego, a aprendizagem profissional contribui para aproximar os jovens do mercado formal e ampliar suas possibilidades de desenvolvimento.
Dados do Governo Federal mostram a expansão da política nos últimos anos. Em novembro de 2025, o Brasil alcançou a marca de 715,3 mil jovens aprendizes com contratos ativos. Entre janeiro e novembro daquele ano, foram firmados 640,4 mil novos contratos.
O MTE também mantém um painel de informações sobre a aprendizagem profissional, com dados baseados na RAIS e no Novo Caged, permitindo acompanhar a evolução da política em diferentes regiões e perfis de trabalhadores.
Nesse cenário, iniciativas de formação e inserção profissional têm papel importante na construção de trajetórias mais autônomas para adolescentes e jovens.
IPHAC atua na formação e inserção profissional
Por meio do programa Jovem Aprendiz, o IPHAC contribui para conectar jovens às oportunidades do mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, oferece acompanhamento e formação para que eles possam desenvolver competências profissionais e pessoais.
A atuação do instituto também se estende aos Centros da Juventude e a outros espaços de formação, que promovem cursos, oficinas, atividades de cidadania e iniciativas voltadas ao desenvolvimento dos jovens.
Dessa forma, a instituição busca criar condições para que a juventude tenha acesso não apenas a uma vaga de trabalho, mas também a conhecimentos e experiências que possam contribuir para suas escolhas futuras.
Para o diretor-geral do IPHAC, Valdinei Valério, investir na juventude significa criar oportunidades capazes de transformar trajetórias.
“Cada curso realizado, cada vaga preenchida e cada história transformada representam avanços concretos rumo a uma sociedade mais justa. O IPHAC reafirma seu compromisso com a formação integral de jovens em todo o Brasil. Ao promover inclusão, qualificação e cidadania, o instituto contribui diretamente para que novas gerações tenham acesso a oportunidades e possam construir seus próprios caminhos”, destaca.
A história de Ana Laura representa justamente esse processo. Ainda no início da trajetória profissional e sem uma decisão definitiva sobre qual carreira seguir, ela já começa a descobrir possibilidades, desenvolver habilidades e compreender melhor o mundo do trabalho.
Mais do que uma primeira experiência profissional, a aprendizagem pode ser o ponto de partida para que jovens conheçam seus potenciais, façam escolhas e construam, passo a passo, seus próprios caminhos.
Leia também: