IPHAC participa do lançamento do Programa de Educação em Tempo Integral em Valparaíso de Goiás

Na manhã da última sexta-feira (5/9), a Prefeitura de Valparaíso de Goiás, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), em parceria com o Instituto Promover (IPHAC), lançou oficialmente o Programa de Educação em Tempo Integral (PETI). O evento foi realizado na Escola Municipal Prof. João da Silva Filho, no bairro Pacaembu, e reuniu estudantes, autoridades e representantes de instituições parceiras.

O prefeito Marcus Vinicius e a secretária de Educação, Maria Rita Frazão, destacaram a importância da iniciativa, que amplia a oferta de ensino integral no município. Além da unidade João da Silva Filho, o PETI também contemplará a CMEI Helena Ferreira de Farias, voltada à educação infantil, e o CAIC Tancredo de Almeida Neves, que atende alunos dos anos finais do ensino fundamental.

Durante a cerimônia, os oficineiros responsáveis por desenvolver atividades culturais e pedagógicas com os alunos foram apresentados. O programa inclui oficinas de teatro, artes plásticas, música, matemática e outras áreas, com foco no aprendizado integral e no fortalecimento das competências dos estudantes.

O Instituto IPHAC marcou presença no lançamento, reafirmando seu compromisso em contribuir para a execução do projeto. A organização será responsável por conduzir a implementação do PETI nas escolas, atuando em parceria com o poder público e a iniciativa privada.

Com experiência em inclusão social, digital e laboral, o IPHAC desenvolve ações que estimulam a evolução física, intelectual, moral, psicológica e emocional de jovens e adultos. “Nosso papel é apoiar a gestão e garantir que o PETI seja um instrumento de transformação real na vida das crianças e famílias atendidas”, destacou a equipe do instituto.

O programa, que já estava em fase experimental em duas escolas, entra agora em uma etapa de profissionalização. A nova fase prevê projetos pedagógicos estruturados, formação continuada para os profissionais e metas claras para acompanhar o desenvolvimento dos estudantes.

Debate sobre o futuro da educação pública

Em sintonia com o lançamento do PETI, o podcast da TV IPHAC trouxe reflexões fundamentais sobre a educação em tempo integral no Brasil. O episódio contou com a mediação do presidente do IPHAC, Valdinei Valério, e teve como convidado o professor Manoel Barbosa, pedagogo, mestre em financiamento da educação e especialista em gestão de redes. Ele coordena o projeto de educação em tempo integral implementado em Luziânia (GO) e Valparaíso (GO) e lidera a empresa Ideia.

Durante a entrevista, Manoel explicou a diferença entre educação integral e educação em tempo integral. De acordo com ele, a educação integral busca formar o ser humano em sua totalidade, indo além das disciplinas tradicionais ao incluir competências socioemocionais, culturais, esportivas e práticas. Já o tempo integral surge como estratégia para ampliar as oportunidades de aprendizagem por meio de oficinas diversificadas.

“A educação integral não significa duplicar as aulas de matemática ou português. Podemos ensinar essas disciplinas de forma interdisciplinar, com teatro, xadrez ou práticas ambientais, por exemplo”, afirmou o professor.

Mais tempo, mais qualidade e mais recursos

Manoel destacou que a implementação do tempo integral impacta diretamente na melhoria dos indicadores de aprendizagem e no aumento dos repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB). O crescimento pode chegar a até 60% dos recursos em um único ano, conforme o número de matrículas em tempo integral.

Além disso, o IPHAC e a equipe do professor Manoel têm oferecido soluções práticas e adaptáveis aos municípios, utilizando os recursos de custeio enviados pelo MEC. A proposta possibilita contratar profissionais, adquirir materiais e estruturar oficinas sem comprometer a folha de pagamento. Cada projeto é moldado de acordo com a identidade cultural da cidade.

“Em Hidrolândia, por exemplo, incluímos práticas circenses como oficina educativa. Já em outra cidade, aproveitamos as Cavalhadas como atividade cultural e pedagógica. Cada projeto tem a cara da cidade e é feito com a participação da Secretaria de Educação local”, explicou Manoel.

O modelo segue as diretrizes da Resolução CNE nº 7/2010, que permite a realização de atividades dentro ou fora da escola, desde que tenham intencionalidade pedagógica e estejam alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Hoje, o projeto coordenado pelo professor já alcança mais de 30 cidades em Goiás, São Paulo e Sergipe, atendendo milhares de alunos. Em Luziânia (GO), já são mais de 2.400 estudantes beneficiados.

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