Estação Juventude do IPHAC em Contagem promove atividade sobre identidade, autoestima e direitos

Promover espaços de diálogo e reflexão é uma das formas mais eficazes de fortalecer o desenvolvimento integral da juventude. Com esse propósito, a equipe do Programa Mais Direitos Humanos, executado pelo Instituto Promover (IPHAC) em parceria com a Prefeitura de Contagem, realizou, no dia 26 de junho, a roda de conversa “Identidade e Juventude”, na Estação Juventude.

A atividade foi conduzida pelas educadoras Aline e Enya, da Casa dos Direitos Humanos, e reuniu 20 adolescentes e jovens, com idades entre 14 e 18 anos, atendidos pela ESPRO. A ação foi desenvolvida em parceria com a instituição, ampliando o acesso dos participantes a momentos de formação cidadã e fortalecimento de vínculos.

Durante o encontro, os participantes refletiram sobre a construção da identidade, considerada uma das etapas mais importantes da adolescência. O tema abordou diferentes dimensões da identidade, como gênero, cultura, etnia, religião e pertencimento social, ressaltando que cada pessoa constrói sua própria trajetória de forma única.

Para tornar a discussão mais dinâmica, foram realizadas diversas atividades participativas. Um dos momentos foi a exibição do curta-metragem “Brilhante”, que incentivou os jovens a refletirem sobre os desafios de encontrar seu lugar no mundo e reconhecer que cada indivíduo possui sua própria luz e potencial.

Além disso, os participantes vivenciaram o Bingo da Identidade, dinâmica que permitiu perceber como suas características e vivências são enxergadas pelas pessoas ao seu redor. Em seguida, a atividade “Mural de Rótulos e Essência” promoveu uma profunda reflexão sobre os estereótipos impostos pela sociedade.

Na dinâmica, os jovens registraram, em um grande painel de papel kraft, palavras e frases que representam os rótulos frequentemente direcionados a eles. Ao lado, escreveram características que expressam quem realmente são, evidenciando talentos, sonhos, valores e qualidades.

O encerramento foi marcado por um momento de forte impacto emocional. Durante a troca de experiências, muitos participantes compartilharam comentários negativos e julgamentos que já ouviram ao longo da vida, inclusive no ambiente familiar, demonstrando como essas situações podem afetar a autoestima.

Ao mesmo tempo, a proposta incentivou cada jovem a reconhecer suas próprias potencialidades e reafirmar sua identidade para além dos rótulos. O contraste entre as experiências dolorosas e as afirmações positivas fortaleceu o sentimento de pertencimento, autoestima e autonomia, mostrando que a identidade não é definida pelo olhar do outro, mas construída diariamente por cada indivíduo.

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